rudez

percebo perfeitamente o tormento que é a vida das pessoas que são escravizadas por esses call centers fora, sobretudo os de características outbound, onde os operadores têm o rendimento associado às vendas conseguidas. honestamente que percebo e acho inaceitável. o capitalismo tem destas fatalidades crónicas.

por tudo isso costumo ser muito compreensivo quando me ligam a promover alguma coisa. sou cordial, ouço com atenção e coloco dúvidas para ser esclarecido convenientemente, mesmo sabendo à partida que, com 99% de probabilidade, a minha resposta vai ser negativa relativamente à solução proposta. depois de ouvir, digo muito cordialmente que não estou interessado, agradeço e despeço-me com uma saudação antes de desligar a chamada.

hoje fui rude. não fui muito, mas fui. tenho algum remorso de consciência por isso, mas o humor, algo preguiçoso, o monte de problemas para resolver, a persistência da operadora e os telefonemas constantes da mesma entidade tiraram-me do sério.

eu não posso ser sistematicamente o saco de pancada dos outros, às vezes também tenho que ser as luvas de boxe.


comentários existenciais

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