irritações que perduram

li, há uns tempos, um artigo de opinião, ou uma notícia qualquer, onde era sustentada a razão pela qual as pessoas têm tendência para falar mal de terceiros, por exemplo nas relações em contexto laboral.

ora, o artigo justificava o facto de se falar mal de terceiros como forma de estabelecer confiança e laços afetivos com as pessoas com quem se partilha o ato da maledicência, e como uma certa forma de integração num determinado contexto.

eu, que por acaso sou muito atento e analítico em relação ao que me rodeia, tenho opiniões muito bem formadas acerca desta matéria.

percebo a justificação, mas não a aceito. aliás contesto-a. então será minimamente inteligente confiar numa pessoa que, recorrentemente, fala mal dos outros?! se isso acontecer comigo, eu sei perfeitamente que, logo que eu vire costas, eu serei o alvo da critica!

já para não falar no quão contraproducente é esta atitude. se um conjunto de pessoas tem esta prática em comum, qualquer uma delas individualmente nunca terá a força mental suficiente para contradizer o parceiro. um diz “mata”, o outro dirá sempre “esfola”, sem que se permitam ao exercício do contraditório e do raciocínio livre. ou de ter espírito crítico construtivo. as decisões tomadas por este conjunto de pessoas estarão sempre inquinadas por uma certa inércia mental. em linguagem popular é como “ter palas nos olhos”, assim como os burros. ou ser “uma maria vai com as outras”. é verdade que quem promove esta atitude ativamente tem sempre um objetivo, p.e., o de manter/salvar um emprego, o que pode significar a subsistência. isso é, admita-se, ser-se esperto (embora seja diferente de inteligente).

esta lógica é altamente lesiva dos interesses do todo em detrimento de um conjunto de indivíduos.

não sou a pessoa que diz sempre o que pensa, mas quando tenho que dizer algo, digo à pessoa visada. não ando a fazer filmes pelas costas. o quanto eu faço questão de não falar em demasia, de não responder a determinadas provocações, de evitar conversas cuja finalidade é a critica pela critica, gratuita e sem qualquer fator critico de racionalidade. mesmo que muitas vezes me apelidem de anti social, ou introvertido, é muito bom preservar a minha imparcialidade e independência de raciocínio. ahh, e a dignidade humana.

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