querer nem sempre é poder

queria saber mais. mais da vida humana, mais de mim e da minha vida. queria ser melhor. melhor ser humano, melhor profissional. queria dar mais. dar mais aos outros, dar-me mais. queria. não consigo…

e por isso sinto-me incapaz, impotente, frustrado…


2 thoughts on “querer nem sempre é poder

  1. Olhar para dentro (parece que é o termo técnico dos entendidos).
    Ser altruísta (mais e melhor), dizem os especialistas, começa por colocarmo-nos em primeiro lugar, pensarmos em nós, vivermos a nossa vida e não a dos outros, sofrendo as dores alheias ao tentarmos ajudar e resolver os problemas de terceiros.
    Ainda estou a aprender mas é, efectivamente, o caminho a seguir. O preço que se paga por ser bonzinho (totó) é demasiado alto e não leva a lado nenhum.

    P.S. – O totó não é para si, é mesmo para mim.

  2. 🙂 mas a verdade é que eu sou totó. o problema é que sou totó com quem me quer menos bem, e mais exigente com quem me quer bem. isso é injusto e, por isso, incomoda-me bastante (pelo menos nos momentos de maior reflexão).
    um dos pontos é que eu sempre me fechei em mim e na minha vida. vivi sempre à minha maneira, não uma boa maneira, mas antes a maneira que me é mais cómoda. queria ser capaz de dar mais oportunidades aos outros de viver a minha vida, enfim, de me dar mais oportunidades a mim próprio de poder viver outras vidas. pode até ser entendido como uma certa forma de egoísmo, e admito que aqui e ali o seja.
    a causa de tanto egocentrismo? talvez seja porque sobrevalorizo um certo tipo de frustração interior que me deixa estático e preso de movimentos. às vezes acho que é porque gosto e preservo um estilo de vida menos exuberante, low profile. outras vezes sinto que é um escudo que uso para me proteger. a consequência? falta de autoconfiança! e desconfiança gera desconfiança.
    enfim, agora podia andar aqui em círculos atrás de causas e consequências. mas isso não me resolve nada…
    p.s.: não acredito que seja assim tão totó (no sentido literal do termo). sofrer e preocupar-se pelos outros é uma atitude nobre. muito nobre. se do outro lado não existe compaixão por esse sentimento, isso é diferente.

comentários existenciais

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