eternamente questionável

ontem foi dia de não fazer nada, de vegetar no sofá. contudo não foi um dia absolutamente tranquilo sob o ponto de vista da saúde mental. persistiu o sofrimento por antecipação, inclusive justificou a vinda aqui ao muro das lamentações exorcizar maus agoiros, um processo necessário e essencial.

hoje foi diferente. aliás, logo às zero horas tive um apelo da consciência que me levou para frente do pc fazer trabalho pendente até longas horas da noite.

já pela manhã, depois de algumas tarefas domésticas rotineiras, ainda deu para um jogging razoável. após o almoço saí de casa para um café social (mesmo sozinho, será que pode ser considerado social?). no regresso dou novamente inicio aos deveres. para começar, uma sopa que me alimentará pela semana fora. depois, de novo para a frente do pc e às tarefas chatas – por isso pendentes.

em suma, fui cumprindo com todas as minhas responsabilidades, ou pelo menos as mais prementes, mas faltou-me uma coisa, quiçá a mais importante: ser feliz!

e é assim a vida, de obrigação em obrigação – sociais, profissionais, domésticas, de bem estar físico – mas aquilo que devia ser a essência da vida, é sempre relevado para segundo plano. porque, para se ser feliz, não basta cumprir com relativo sucesso as obrigações a que estamos sujeitos.

o sentido será sempre questionável…


comentários existenciais

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