na ressaca

não sou adepto de apelar ao ódio no momento da vitória. nem sequer de minimizar o adversário vencido. parece-me óbvio que, quanto melhor for o adversário, mais categórica é a vitória.

festejar enaltecendo a virtude própria, é muito mais digno do que festejar injuriando o adversário.

da mesma forma que, perder, por mais difícil que seja, não reconhecendo o mérito ao adversário, nem que seja o mérito quantitativo, é revelador de carácter inferior. não se exige que seja reconhecido o mérito qualitativo. porque esse, é de uma subjetividade enorme.

de relevar o grande gesto do pequeno grande homem que em plena rua, em frança, conforta um adepto francês, completamente desconhecido, desolado pela derrota. reconheça-se, também, a aceitação do conforto. lindíssima imagem, gesto de uma nobreza distinta.

não querendo confundir a árvore com a floresta, é curioso como o resultado de ontem é uma espécie de materialização do robin dos bosques. a humildade dos pequenos e mais frágeis sobrepôs-se à soberba e arrogância dos mais fortes. o guerreiro que desfere o golpe final, é aquele que mais desconfiança (termo simpático) havia gerado.


comentários existenciais

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